Estratégias de alimentação antes de provas de resistências


Em provas de resistência existem tantas variáveis e preocupações na cabeça de um atleta que negligenciar as estratégias de hidratação e alimentação é algo extremamente simples e comum. E isso pode custar muito caro. Para funcionar bem e por um tempo prolongado, nosso "motor" precisa de combustível adequado e em quantidades adequadas.

Há alguns anos, uma das estratégias mais usadas para que o corpo do atleta tivesse a maior parte do combustível necessário para uma prova de resistência era "encher o tanque" alguns dias antes das provas. Com algumas variações, essa estratégia (chamada de "supercompensação de glicogênio") já foi usada com muito mais frequência. Era muito comum pois são poucos os alimentos que podem ser usados para fornecer energia durante uma prova (seja pela dificuldade do atleta em levar esses alimentos, seja pela dificuldade de ingeri-los, seja pela dificuldade em absorve-los) e praticamente não existiam substitutos alimentares adequados para serem usados.

Porém a supercompensação de glicogênio apresenta um problema: os atletas ganham ate 6 a 8 kg de peso às vésperas das provas por aumento das reservas de glicogênio (combustível propriamente dito) mas também porque para se fazer essa reserva, o corpo acaba retendo agua. Ou seja, o atleta fica de "tanque cheio" mas também muito mais pesado que o habitual.

De alguns anos para cá alguns alimentos foram manipulados e alterados, mudando sua apresentação e consistência e tornando-os mais adequados às necessidades dos atletas. Ainda assim, na grande maioria das vezes, deixam a desejar seja pela sua composição, seja pelo sabor ou pela dificuldade em leva-los nas provas.

Além desses alimentos, nos últimos anos vimos o advento dos géis de carboidrato e essa talvez tenha sido uma das maiores mudanças implantadas nas provas de resistência após a introdução das bebidas isotônicas. O gel de carboidrato permite que o atleta reabasteça seu "tanque de combustível" várias vezes ao longo da prova, podendo assim alinhar na linha de largada sem estar de “tanque cheio”, portanto sem carregar o peso extra que a supercompensação de glicogênio causa.

Há diversas diferenças na composição das variadas marcas de gel de carboidrato disponíveis no mercado, desde a presença ou não de doses variadas de cafeína, presença ou não de vitaminas, aminoácidos, fontes de carboidratos, etc. De maneira geral, um conselho que parece ser prudente é: mantenha a simplicidade! Nutrientes como vitaminas, cafeína, proteínas e etc podem causar irritação gástrica ou dificuldades nos processos de digestão e absorção resultando em desconforto intestinal e até diarreia durante a prova.

Por fim, o sabor do gel também é muito importante. Geralmente sabores muito marcantes ou excessivamente doces resultam em menor ingestão ao longo de provas de maior duração como um Ironman ou corridas de aventura. Sabores mais suaves geralmente são melhor aceitos.

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